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Tráfico de Drogas e Armas.


Uma vez que a segurança e prevenção dos aeroportos nacionais são muito superiores ao observados em nossos terminais hidroviários (não que estejam ideais), pela imensidão de nossas costas, e também pela falta de material humano para garantir a fiscalização de todas as nossas fronteiras marítimas, precisamos ao menos garanti-la em nossos portos e terminais de embarque e desembarque de passageiros.


Como veremos no decorrer deste texto, é cada dia mais corriqueiro, traficantes de drogas internacionais, usaremos os navios de cruzeiros, como transporte destes materiais entorpecentes, uma vez que a fiscalização é bastante inferior ao encontrado nos aeroportos.


Tripulantes e passageiros são recrutados por estes traficantes, e com a conivência do pessoal da segurança do navio (normalmente de origem israelense, do oriente médio, ou ainda do leste europeu), facilitam a entrada e saída e, ainda o abastecimento de drogas nos navios. Em 2010, foi apreendido no porto de Dover, Londres, pela guarda costeira Inglesa, 35 quilos de cocaína a bordo do transatlântico MSC ORCHESTRA, oito pessoas foram presas, quatro Búlgaros, e quatro Lituanos. O fato de maior relevância neste caso, é que o Brasil foi à base de embarque desta travessia intercontinental, com destino final foi Amsterdã, na Holanda.


Segundo estudo conjunto da SOCA (Agência que combate o crime organizado na Inglaterra), com a guarda costeira inglesa, as Américas do Sul e central, servem como ponto de partida para o transporte de substâncias entorpecentes para a Europa, via fluvial, onde os cruzeiros são a maneira mais eficaz para o transporte destes produtos ilícitos.



O Assassino indiciado da tripulante Camilla Peixoto Bandeira em 10 de Janeiro de 2010, Bruno de Souza Bicalho Vale Ricardo, morou clandestinamente na Croácia por dois anos, justamente na época em que o mesmo quebrou dois contratos de trabalho em Armadoras, um na Royal Caribbean e o segundo no Grupo Costa Cruzeiros (em ambos os casos o indiciado cumpriu apenas 3 meses de contrato).


Infelizmente, o exemplo acima, é apenas um dos muitos casos de apreensões de drogas em navios de cruzeiros, se há tanta apreensão imaginem a quantidade de drogas que trafegam livremente pelo mundo através da indústria dos cruzeiros.



Conjecturando se o tráfico de drogas é corriqueiro, o que impede os traficantes de armas, usarem os mesmos meios? Não esqueçamos que abrigaremos o mundo todo nos próximos quatro anos.


É inadmissível que deixemos a fiscalização de entrada e saída dos navios de cruzeiros, apenas a cargo do setor de segurança dessas embarcações.


Por essas razões, acreditamos ser de extrema importância que TODOS os locais de embarque e desembarque de navios de cruzeiros, sejam eficientemente fiscalizados, a fim de evitar incidentes da mais grave magnitude.


Precisamos preservar o bem estar e a vida de todas as pessoas a bordo, e ainda, moradores locais, e a sociedade Brasileira como um todo.



Incidentes a Bordo de Navios de Cruzeiros.



Um vasto campo de pesquisas relacionados à incidente e acidentes de navegação a bordo de navios de cruzeiros, é o site www.cruisejunkie.com, como nosso país, ainda não dá a devida atenção a esse setor em expansão da economia, usamos como metodologia e exemplificação de nossos argumentos os dados colhidos deste e outros sites, todos no exterior. Usaremos como ponto de apresentação de casos de incidentes dados dos últimos 10 anos, na página "ESTATÍSTICAS deste site.



Óbitos a Bordo de navios de cruzeiros.



Assim como nos casos de violência sexual, não há dados exatos sobre o número de mortes a bordo de navios de cruzeiros, conseguimos a partir de extensa pesquisa, chega a um número aproximado de casos, uma vez que a indústria dos cruzeiros fazem tudo que estão ao seu alcance para camuflar a realidade, no que tange a delitos graves ocorridos em suas embarcações.



2002 - 3 Casos

2003 - 2 Casos
2004  - 7 Casos
2005 - 10 Casos
2006 - 22 Casos
2007 - 17 Casos
2008  - 27 Casos
2009 - 37 Casos
2010 - 26 Casos
2011 - 18 Casos
2012 - 29 Casos

2013 (A partir do dia 26/11/2012) - 11 Casos


Total de Mortes a Bordo: 209 (DADOS ATUALIZADOS EM 26/01/2013)



O que mais chama atenção na interpretação fria destes números é o aumento significativo de mortes a bordo. Para comprovar este aumento, podemos afirmar que de 2002 a 2006 ocorreram 44 óbitos em navios de cruzeiros, e de 2007 a 2012 este número salta para assustadores 152 casos de óbito a bordo apenas de navios de cruzeiros, em aumento de 349% em seis anos. Se qualquer cidade do mundo tivesse um aumento de óbitos não naturais, dessa magnitude em tão pouco tempo, o Estado já teria tomado algumas providências, então lhes pergunto, porque o setor de cruzeiros ainda carece de regulamentação realmente eficaz e proporcional ao risco que ele representa?



Se somarmos a esses números as pessoas desaparecidas em navios, que nunca foram encontrados, esse número alcançaria surpreendentes 339 casos de morte a bordo de navios de cruzeiros, isso apenas nos últimos 10 anos.


Das 201 Vítimas fatais relatadas acima, 22 são nacionais, ou o óbito ocorreu em águas nacionais. Sobre as vítimas Brasileiras, Apresentamos suas histórias na página denominada "CASOS"

É factual, que com a chegada dos navios, aumentam os índices de criminalidade nos arredores dos pontos de embarque e desembarque, devidos as doenças que naturalmente se proliferam a bordo desses navios, devido a má manutenção do sistema de ar condicionado, desleixo no manuseio e preparação dos alimentos servidos a bordo, e, ainda, a precariedade de algumas embarcações, principalmente nas áreas destinadas a tripulação, o número de pacientes que procuram os hospitais e prontos socorros dessas cidades, aumentam consideravelmente.

Não podemos nos esquecer dos diversos problemas que afetam grande parte dos passageiros que embarcam nos cruzeiros, é raríssimo um cruzeiro que não haja algum tipo de reclamação pelos serviços prestados.

Uma breve pesquisa por sites de reclamações como, por exemplo, reclameaqui.com.br ou ainda denuncio.com.br, encontraremos centenas de reclamações de toda sorte, tanto de passageiros quanto de tripulantes, e as respostas das empresas são sempre as mesmas, se a reclamação for devido ao atraso, a culpa é sempre da burocracia do porto, se alguma mala foi furtada ou violada, a responsabilidade é do passageiro, que não cuidou de seus pertences, se ocorreu cobrança indevida, o responsável sempre é a operadora do cartão de crédito.

Se algum tripulante reclamar de algum tratamento ultrajante, assédio, discriminação, abandono, a resposta é sempre que a empresa segue rígidas normas internacionais. Como veremos no decorrer desta reunião, é prática das empresas sempre colocarem a culpa em terceiros, nunca, eu disse nunca, vimos uma empresa de navegação assumir culpa em algum incidente a bordo de navios de cruzeiros.


Novos Problemas.


Não podemos nos esquecer, que nos próximos quatro anos, o Brasil receberá os dois maiores eventos esportivos do mundo, copa do mundo, e jogos olímpicos, e concomitantemente a esses importantes megaeventos, o Brasil se deparará com uma realidade até então desconhecida para nosso povo e nossos governantes, a evidência inquestionável perante o mundo, seremos o centro do planeta, e o maior foco de risco de ataques terroristas.


É de conhecimento público, que o país sofre com o déficit de leitos da rede hoteleira, problema este que dificilmente será sanado até a realização dos futuros eventos, déficit este, que tentará ser minimizado, por intermédio da indústria dos cruzeiros, mas para tal, é indispensável investimento e adequações de infraestrutura, principalmente para melhorar a fiscalização portuária, no que tange ao embarque e desembarque de passageiros e tripulantes, para fins de maior proteção e segurança de todos que se encontram a bordo.


Para evitarmos incidentes nunca antes presenciados em nosso país, precisamos de uma fiscalização muito mais efetiva, com todo aparato tecnológico disponível. É preciso equipar todos os locais de embarque e desembarque, com detector de metais, equipamentos de raio X, para as bagagens de todos que adentrarem aos navios, cães farejadores. Precisamos equiparar e, ainda, superar os equipamentos de segurança, encontrados nos maiores aeroportos do Brasil.


Posso citar como exemplo a cidade de Búzios litoral sul, do Rio de Janeiro, pois o local de desembarque e embarque de turistas e tripulantes dos navios de cruzeiros nesta cidade, não tem a menor estrutura para receber embarcações de grande porte, Os transatlânticos atracam a milhas da costa, sendo o transporte de passageiros feitos por barcos menores, não há nenhum setor de informações, a fiscalização fica a cargo apenas dos funcionários da própria empresa, não havendo nenhum representante ou fiscalizador dos órgãos públicos no local. E temos a certeza de que o mesmo ocorre em diversos outros pontos de embarque e desembarque deste tipo, sofrem do mesmo mal.
Lembramos mais uma vez, o país terá pela frente uma realidade, nunca antes experimentada, precisamos nos adequar da melhor forma possível, a fim de coibir incidentes catastróficos, o terrorismo será um medo frequente, mas não somente, este obstáculo deveremos superar, como explicaremos resumidamente ao lado.

Relatório do coordenador nacional de inspeção do trabalho portuário e aquaviário, Dr. Reinaldo Almeida.

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Obs: Incrível, que mesmo após este relatório oficial, assinado pelo responsável nacional do trabalho em Portos e embarcações, nenhuma sanção tenha sido aplicada às empresas armadoras.